Da Assembleia do interior à Assembleia da Capital

Esta página compara a primeira legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (eleita em 1978, instalada em 1979) com a composição eleita em 4 de outubro de 2026, que toma posse em 2027, e situa as duas nas 13 legislaturas da série. O eixo é a geografia da representação: onde cada deputado construiu a carreira política, quais regiões ganharam e perderam cadeiras e de onde vêm os eleitos.

16,7% → 50%
Cadeiras com base em Campo Grande: 3 de 18 em 1979; 12 de 24 em 2027. A Capital tinha 21,3% da população em 1980 e tem 32,6% em 2022.
6 + 6
Em 2027 a Grande Dourados concentra seis cadeiras e todo o resto do interior soma outras seis, uma por polo. Norte, Cone Sul e Sudoeste (15,7% do eleitorado) ficam sem deputado com base local.
9 de 24
Eleitos em 2026 nascidos fora do Estado (37,5%): seis em São Paulo, um na Bahia, um no Paraná e um na Itália. No Censo de 2010, 25,9% dos residentes não eram naturais de MS.
Primeira constatação · o peso da Capital

Em 1979, três dos 18 constituintes tinham a carreira construída em Campo Grande (16,7% das cadeiras), menos do que o peso da cidade na população do Estado no Censo de 1980 (21,3%). Em 2027, 12 dos 24 eleitos têm base em Campo Grande (50%), bem acima do peso da cidade na população do Censo de 2022 (32,6%) e no eleitorado de 2026 (31,6%). A Capital passou de sub-representada a sobrerrepresentada, e o interior, que tinha 13 das 16 cadeiras com base identificada em 1979, ficou com metade da Assembleia.

Segunda constatação · interior concentrado em poucos polos

Em 1979 as bases estavam espalhadas por Dourados, Fátima do Sul, Corumbá, Aquidauana, Três Lagoas, Paranaíba, Ponta Porã, Amambai, Naviraí e Nova Andradina. Em 2027 a Grande Dourados concentra seis cadeiras, e o restante do interior se resume a Três Lagoas, Ponta Porã, Aquidauana, Corumbá, Bataguassu e Ivinhema, uma cadeira cada. O Bolsão, com 11,1% do eleitorado e 17,2% do PIB, tem uma cadeira.

Terceira constatação · origem dos deputados

Entre os 11 constituintes de 1979 com naturalidade localizada, cinco nasceram fora do atual Mato Grosso do Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Pernambuco e Cuiabá). Entre os 24 eleitos em 2026, nove nasceram fora (37,5%). Os nascidos fora se dividem igualmente entre a bancada da Capital (5 de 12) e a do interior (4 de 12), e quase todos entraram na política por mandatos municipais.

A série completa das 13 legislaturas mostra que a Capital saiu de três cadeiras (1978 e 1982) para cinco a oito (1986 a 2002), nove a dez (2006 a 2018) e doze (2022 e 2026). A metropolização da representação aconteceu sobretudo entre 1986 e 2006 e depois se estabilizou em metade da bancada.

O que foi levantado e como

Universo

As 13 legislaturas da ALEMS, da 1.ª (eleita em 15 de novembro de 1978, 18 cadeiras) à 13.ª (eleita em 4 de outubro de 2026, 24 cadeiras), com 352 mandatos: 306 titulares e 46 suplentes que assumiram em algum momento, conforme as páginas oficiais da ALEMS de cada legislatura. As páginas da 11.ª e da 12.ª estavam fora do ar e as listas vieram das matérias do Campo Grande News com o resultado oficial do TRE-MS.

Base política

Atribuída pela carreira: município onde o deputado foi prefeito ou vereador, domicílio eleitoral ou base declarada pela imprensa. Não é o município de maior votação, medido na seção de geografia do voto, ao fim da página. Quando a mesma pessoa aparece em várias legislaturas, a base conhecida em uma foi propagada para as outras e marcada como provisória. A base ficou sem identificação em 81 dos 306 mandatos de titular, concentrados entre 1986 e 2002.

Regionalização

As nove regiões de planejamento do Governo de MS (Semadesc, "Regiões de Desenvolvimento 2015"), com a Capital separada do restante da região Campo Grande. Campo Grande concentra a quase totalidade da população da região imediata e intermediária do IBGE que leva seu nome, por isso a comparação por região de planejamento é mais legível.

Naturalidade e contexto

UF e município de nascimento conforme ALEMS, Wikipédia, Câmara, Senado, TCE-MS, imprensa e obituários. Nascidos em municípios do atual MS antes de 1977 contam como MS; nascidos em Cuiabá ou no atual Mato Grosso contam como MT. População dos municípios nos Censos de 1980, 2010 e 2022 (SIDRA); eleitorado por município em 31 de agosto de 2026 (TRE-MS, 2.024.884 aptos); PIB municipal de 2023 (IBGE e Semadesc).

Ressalvas desta versão

Nesta versão (10/10/2026) a geografia do voto, a naturalidade e a votação dos eleitos foram atualizadas (seções ao fim da página), com cobertura de 1994 a 2026 para a votação e de 1998 a 2026 para a naturalidade. A naturalidade dos 11 eleitos de 2026 marcados com (CE) está confirmada apenas na unidade da federação. Continuam em aberto: a votação nominal de 1982 a 1990, a naturalidade dos titulares de 1982 a 1994 e a base política de 81 mandatos entre 1986 e 2002. A composição de 2027 ainda depende da diplomação em dezembro: ver as pendências judiciais ao fim da página.

Cadeiras por região, contra população, eleitorado e PIB

Percentuais de cadeiras calculados sobre 18 (1979) e 24 (2027). População de 1980 nos limites municipais de 1980, agregada pelas regiões atuais. A razão cadeiras/população divide a participação da região nas cadeiras pela sua participação na população do Censo mais próximo (1980 e 2022).

Cadeiras por região de planejamento versus população, 1979 e 2027

Cadeiras por região de planejamento versus população, 1979 e 2027.

RegiãoCad. 1979%Cad. 2027% Pop. 1980 %Pop. 2022 %Eleit. 2026 %PIB 2023 %Razão 1979Razão 2027
Capital (Campo Grande)316,71250,021,332,631,622,90,781,53
Grande Dourados422,2625,018,416,015,320,31,211,56
Pantanal316,728,312,47,87,74,11,351,06
Bolsão211,114,210,911,311,117,21,020,37
Sul-Fronteira211,114,28,27,57,77,41,350,56
Leste15,628,36,35,05,35,80,891,66
Cone Sul15,600,07,24,74,94,70,780,00
Norte00,000,06,25,66,26,60,000,00
Sudoeste00,000,05,34,34,63,40,000,00
Região Campo Grande, sem a Capital00,000,03,75,35,67,60,000,00
Sem base identificada20

A Capital é a única região cuja razão entre cadeiras e população saltou

Capital: de 0,78 para 1,53

A Capital passou de sub-representada a sobrerrepresentada. A população de Campo Grande cresceu 11 pontos percentuais na participação estadual; as cadeiras cresceram 33.

Grande Dourados: de 1,21 para 1,56

Manteve a sobrerrepresentação e a ampliou um pouco, porque sua população cresceu menos que a do Estado e suas cadeiras aumentaram de quatro para seis.

Quem mais perdeu: Bolsão, Sul-Fronteira e Cone Sul

O Bolsão caiu de 1,02 para 0,37, apesar de ter a segunda maior participação no PIB; a Sul-Fronteira, de 1,35 para 0,56; o Cone Sul, de 0,78 para zero. O Pantanal perdeu uma cadeira e população (de 12,4% para 7,8% do Estado), de modo que sua razão caiu pouco.

Norte: nunca elegeu nas duas composições

O Norte não elegeu ninguém em 1978 nem em 2026, embora tenha elegido deputados com base em Coxim em legislaturas intermediárias. Com o Bolsão, abriga os municípios que mais crescem no Estado (Chapadão do Sul, Costa Rica, São Gabriel do Oeste).

A série completa: 13 legislaturas

Titulares por eleição, com a base identificada pela carreira. A coluna "Capital %" usa todas as cadeiras no denominador, portanto é um piso nas legislaturas com muitas bases não identificadas (1986 a 2002).

Cadeiras com base na Capital, por eleição, 1978 a 2026

Cadeiras com base em Campo Grande, por eleição.

Dois movimentos de fundo

O primeiro é a subida em degraus da Capital: três cadeiras nas duas primeiras eleições, cinco a oito entre 1986 e 2002, nove a dez entre 2006 e 2018 e doze em 2022 e 2026. O segundo é o esvaziamento das bases pequenas do interior: Sul-Fronteira e Cone Sul somavam três a quatro cadeiras em 1978 e 1982 e somam uma em 2026; o Pantanal, três no início e duas agora. A Grande Dourados é a única região do interior que se manteve, oscilando entre duas e seis cadeiras.

Renovação e longevidade

A taxa de renovação em relação à legislatura anterior caiu de 62,5% (1982) e 58,3% (1986) para 29,2% (2022) e 37,5% (2026). Em 2026, 17 dos 24 eleitos já tinham passado pela ALEMS. Londres Machado esteve em 12 das 13 legislaturas (ficou fora apenas da 10.ª); Onevan de Matos, Paulo Corrêa e Zé Teixeira em nove; Maurício Picarelli e Pedro Kemp em oito; Akira Otsubo em sete. A bancada se profissionalizou, e isso ajuda a explicar a estabilidade do mapa desde 2006: deputados consolidados na Capital raramente perdem a cadeira.

EleiçãoCadeirasBase ident.CapitalCapital %Natur. conhecidaNascidos fora% fora
19781816316,711545,5
19822419312,512541,7
19862414520,812650,0
19902412625,011327,3
19942416833,315640,0
19982417625,0181161,1
20022418833,3191157,9
200624201041,7221463,6
20102418937,5191263,2
201424201041,7191263,2
201824191041,719736,8
202224241250,0231043,5
202624241250,024937,5

Cadeiras de titulares por região de planejamento (base pela carreira; a última coluna conta os mandatos sem base identificada):

EleiçãoCapitalGde. DouradosPantanalBolsãoSul-Front.LesteCone SulNorteEntorno Cap.Sem base
19783432211002
19823632301105
198653211011010
199062301000012
19948330020008
19986520121007
20028331111006
200610410021114
20109320012106
201410211112114
201810421011005
202212501041100
202612621120000

As duas composições

1.ª legislatura (eleição de 1978): 18 constituintes

ARENA 11, MDB 7. A própria ALEMS diverge sobre dois nomes: a página "História" e as fontes de época colocam Ramez Tebet na ARENA e Getúlio Gideão no MDB; a tabela da página "1.ª Legislatura" inverte os dois. A tabela segue a maioria das fontes. A votação de 1978, segundo a tabela da Wikipédia sobre a eleição (a conferir nos boletins do TRE): Ramez Tebet 14.442, Paulo Saldanha 11.571, Londres Machado 10.266, Cecílio Gaeta 9.584, Getúlio Gideão 9.514, Valdomiro Gonçalves 9.427, Sérgio Cruz 9.095, Onevan de Matos 8.897, Sultan Rasslan 8.469, Osvaldo Dutra 7.569, Horácio Cerzósimo 7.109, Alberto Cubel 6.617, Rudel Trindade 6.610, Odilon Nacasato 6.469, Walter Carneiro 6.238, Zenóbio dos Santos 6.199, Roberto Orro 6.184 e Ary Rigo 5.836; total de 150.096 votos, média de 8.339. As naturalidades marcadas com "(Wikipédia)" vêm da mesma tabela e ainda não foram conferidas em fonte primária.

DeputadoPartidoNascimentoBase política (carreira)Região
Alberto Cubel BrullARENACampo Grande, MS (Wikipédia diz Caarapó)Campo Grande (vice-prefeito 1976-77, prefeito interino 1977)Capital
Ary RigoARENAPasso Fundo, RS, 1946Maracaju (engenheiro agrônomo; representou Maracaju por décadas, segundo ALEMS e Governo de MS)Grande Dourados
Cecílio de Jesus GaetaMDBCuiabá, MT (Wikipédia)Corumbá (vereador; deputado em MT 1970 e 1974)Pantanal
Getúlio Gideão BauermeisterMDB (ALEMS diverge)Porto União, SC, c. 1946Nova Andradina (prefeito 1983-88)Leste
Horácio Cerzósimo de SouzaARENAPonta Porã, MS, c. 1931 (Dourados News, 2011)Dourados (deputado em MT 1974; TCE-MS em 1980)Grande Dourados
Londres MachadoARENARio Brilhante, MS, 1942Fátima do Sul (vereador 1966; deputado em MT 1970 e 1974)Grande Dourados
Odilon Massahitsi NacasatoMDBIvinhema, MS, c. 1956 (Wikipédia)Campo Grande (vereador 1977)Capital
Onevan José de MatosMDBFrutal, MG, 1942Naviraí (vereador em Jales, SP; prefeito de Naviraí 1989-92)Cone Sul
Osvaldo Ferreira DutraARENANaviraí, MS (Wikipédia)Naviraí (indicação pela naturalidade; a confirmar)Cone Sul (provisório)
Paulo Roberto Capiberibe SaldanhaARENAPonta Porã, MS, 1942 (Wikipédia diz Rondonópolis)Ponta Porã (deputado em MT 1974; presidente da AL-MT 1976-78)Sul-Fronteira
Ramez TebetARENA (ALEMS diverge)Três Lagoas, MS, 1936Três Lagoas (prefeito 1975-78)Bolsão
Roberto Moaccar OrroMDBAquidauana, MS, c. 1937 (Wikipédia)Aquidauana (vereador mais votado em 1976)Pantanal
Rudel Espíndola TrindadeARENAAquidauana, MS, c. 1925 (Wikipédia)Aquidauana (prefeito 1968-70 e 1973-77)Pantanal
Sérgio Manoel da CruzMDBSalgueiro, PE, 1942Campo Grande (deputado em MT 1974; candidato a prefeito 1976)Capital
Sultan RasslanMDBSidrolândia, MS (Wikipédia)Dourados (vereador 1976, presidente da Câmara 1977-78)Grande Dourados
Valdomiro Alves GonçalvesARENAParanaíba (Cassilândia), MS, 1935origem em Paranaíba e Cassilândia; deputado em MT 1970; deputado federal 1974Bolsão (vínculo de origem)
Walter Benedito CarneiroARENACuiabá, MT, 1942Dourados (vereador 1972 e 1976)Grande Dourados
Zenóbio Neves dos SantosARENAAmambai, MSAmambai (vereador)Sul-Fronteira

Suplentes que assumiram: Arthur Jorge Ferreira do Amaral (ARENA, base não identificada), Eduardo Contar Filho (ARENA, vereador de Campo Grande, assumiu a vaga de Cubel Brull) e Manfredo Alves Corrêa (ARENA, ex-prefeito de Fátima do Sul). Seis dos 18 já tinham sido deputados estaduais de Mato Grosso uno (Gaeta, Cerzósimo, Londres, Saldanha, Sérgio Cruz e Valdomiro Gonçalves), e nove tinham passado por prefeituras ou câmaras municipais.

13.ª legislatura (eleição de 2026): 24 eleitos

PL 9, PT 4, PSDB 3, PP 3, Republicanos 2, MDB 1, União Brasil 1, Avante 1. Votos válidos para deputado estadual: 1.381.806; 241 candidatos; quociente eleitoral de cerca de 57,6 mil votos. Os 24 eleitos somaram 788.854 votos (57,1% dos válidos). Dezesseis foram reeleitos (contando Paulo Duarte, que exercia mandato como suplente efetivado), três voltam à Casa (Puccinelli, Guerreiro, Odilon Ribeiro) e cinco estreiam (Gianni Nogueira, Tiago Botelho, Hélio Peluffo, Daverson Matos, André Salineiro). A naturalidade marcada com (CE) vem só do Correio do Estado.

EleitoPartidoVotosNascimentoBase política (carreira)Região
Zé TeixeiraPL54.080Guanambi, BA, 1940Dourados e sul (produtor rural; propriedades em Caarapó, Amambai, Juti e Porto Murtinho)Grande Dourados
Paulo CorrêaPL44.541Campo Grande, 1957Campo GrandeCapital
Pedro CaravinaPSDB43.845Presidente Prudente, SP (CE)Bataguassu (prefeito por dois mandatos)Leste
Zeca do PTPT42.714Porto Murtinho, MS, 1950Campo Grande (vereador; governador 1999-2006)Capital
Coronel DavidPL41.492Campo Grande, 1965Campo Grande (ex-comandante da PM)Capital
André PuccinelliMDB40.602Viareggio, Itália, 1948Campo Grande (prefeito; governador 2007-14)Capital
Tiago BotelhoPT39.387Ivinhema, MS (CE)Dourados (professor, advogado)Grande Dourados
Ângelo GuerreiroPSDB37.704Presidente Bernardes, SP (CE)Três Lagoas (prefeito por dois mandatos)Bolsão
Gianni NogueiraPL36.108Dourados, MSDourados (vice-prefeita)Grande Dourados
Odilon RibeiroPL35.905Campo Grande (CE)Aquidauana (prefeito por dois mandatos)Pantanal
Gerson ClaroPP35.767Itaporã, MS (CE)Campo Grande (presidente da ALEMS; ex-Detran); votação difusaCapital (provisório)
Londres MachadoPP33.581Rio Brilhante, MS, 1942Fátima do Sul e Grande Dourados (14.º mandato)Grande Dourados (provisório)
Hélio PeluffoPP31.435Ponta Porã, MS (CE)Ponta Porã (prefeito por dois mandatos; secretário estadual)Sul-Fronteira
Daverson MatosPL30.604Rio Brilhante, MS (CE)Rio Brilhante (vereador); cerca de 13 mil votos em Campo GrandeGrande Dourados
Professora Gleice JanePT29.844São Bernardo do Campo, SP (CE)Dourados (professora)Grande Dourados (provisório)
André SalineiroPL28.437Tupã, SP (CE)Campo Grande (policial federal; vereador)Capital
Pedro KempPT28.397Presidente Prudente, SP, 1962Campo Grande (vereador; ex-secretário de Educação)Capital
Lucas de LimaPL26.204Alto Alegre, SP (CE)Campo Grande (radialista; vereador)Capital
Professor Rinaldo ModestoUnião Brasil23.763Glória de Dourados, MS, 1965Campo Grande (vereador)Capital
Marcio FernandesPL23.122Umuarama, PR (CE)Campo Grande e bacia leiteira (médico veterinário; 6.º mandato)Capital (provisório)
Renato CâmaraRepublicanos20.976Ivinhema, MS, 1972Ivinhema (prefeito por dois mandatos)Leste
Lídio LopesAvante20.801Iguatemi, MS, 1966Campo Grande (segmento evangélico)Capital
Paulo DuartePSDB20.029Corumbá, MS (CE)Corumbá (prefeito; auditor fiscal)Pantanal
Pedrossian NetoRepublicanos19.516Campo Grande (CE)Campo Grande (economista; ex-secretário municipal)Capital
Pendência judicial que pode alterar a composição

Jamilson Name (PP) obteve 35.211 votos "anulados sub judice" depois de decisão monocrática do TSE em 2 de outubro; se os votos forem validados no agravo, a Federação PP e União Brasil ganha uma cadeira e o PL perde a última pelas sobras, a de Marcio Fernandes (simulação de A Crítica e do Campo Grande News). Jamilson Name tem carreira em Campo Grande, de modo que a contagem por região não mudaria, mas a lista mudaria. Há ainda pedido de impugnação da campanha de Lídio Lopes anunciado em 7 de outubro, sem decisão. A diplomação é em dezembro e a posse em 1.º de fevereiro de 2027.

Os polos: maiores eleitorados e seus deputados

Os 22 maiores eleitorados do Estado em 2026, com a população de 1980 e de 2022, o PIB de 2023 e os deputados cuja base política está no município, nas duas composições comparadas.

MunicípioRegiãoPop. 1980Pop. 2022Eleitores 2026% eleit.PIB 2023 (R$ mi)Deputados com base, 1979Deputados com base, 2027
Campo GrandeCapital291.777898.100640.42731,642.269Cubel, Nacasato, Sérgio Cruz (e o suplente Contar)Paulo Corrêa, Zeca do PT, Coronel David, Puccinelli, Gerson Claro, Salineiro, Kemp, Lucas de Lima, Rinaldo Modesto, Marcio Fernandes, Lídio Lopes, Pedrossian Neto
DouradosGrande Dourados106.500243.367166.1488,220.258Cerzósimo, Rasslan, Walter CarneiroZé Teixeira, Gianni Nogueira, Tiago Botelho, Gleice Jane
Três LagoasBolsão57.895132.15288.6684,414.762Ramez TebetÂngelo Guerreiro
Ponta PorãSul-Fronteira38.06292.01770.1043,56.070Paulo SaldanhaHélio Peluffo
CorumbáPantanal81.12996.26867.7913,34.187Cecílio GaetaPaulo Duarte
NaviraíCone Sul28.56750.45737.5991,93.670Onevan de Matosnenhum
AquidauanaPantanal34.49346.80336.4371,81.437Roberto Orro, Rudel TrindadeOdilon Ribeiro
Nova AndradinaLeste21.67348.56335.6901,83.569Getúlio Gideãonenhum
SidrolândiaEntorno da Capital12.84647.11835.1971,74.102nenhumnenhum
ParanaíbaBolsão36.89440.95731.5641,62.012Valdomiro Gonçalves (origem)nenhum
MaracajuGrande Dourados13.60145.04729.8471,55.921nenhumnenhum
AmambaiSul-Fronteira58.534*39.32527.2461,32.426Zenóbio dos Santosnenhum
CoximNorte27.62832.15126.4811,31.401nenhumnenhum
Rio BrilhanteGrande Dourados15.56737.60126.2241,33.834nenhum (Londres Machado nasceu ali)Daverson Matos
São Gabriel do OesteNortecriado depois29.57923.1231,12.884nenhumnenhum
Chapadão do SulBolsãocriado depois30.99323.0401,13.330nenhumnenhum
Costa RicaNortecriado depois26.03722.3901,13.342nenhumnenhum
CaarapóGrande Dourados27.30730.61222.1471,12.553nenhumnenhum
IvinhemaLeste23.61627.82121.2211,02.005nenhumRenato Câmara
MirandaPantanal24.12225.53620.0901,0782nenhumnenhum
BataguassuLeste9.20223.03119.7931,01.842nenhumPedro Caravina
Aparecida do TaboadoBolsão14.02727.67419.5801,02.189nenhumnenhum

* Amambai nos limites de 1980. Fátima do Sul (base de Londres Machado e de Manfredo Corrêa em 1979) tinha 33.318 habitantes em 1980, nos limites de então, e tem 20.609 no Censo de 2022.

Dois pontos que saltam da tabela

Primeiro, o número de municípios do interior com deputado próprio é parecido nas duas datas (nove em 1979, oito em 2027), mas os que perderam a cadeira (Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Amambai) são justamente cidades que cresceram menos que o Estado ou perderam território, enquanto os que ganharam (Bataguassu, Ivinhema, Rio Brilhante) estão no eixo da Grande Dourados e do Leste. Segundo, há colégios grandes sem deputado próprio nas duas datas: Sidrolândia, Maracaju, Coxim, Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste e Costa Rica, todos do cinturão do agronegócio. O crescimento do Norte e do Bolsão (Chapadão do Sul cresceu 64,7% entre 2010 e 2022, Costa Rica 48,7% e São Gabriel 33,5%) ainda não se converteu em representação.

Geografia do voto de 2026

Por município: Ângelo Guerreiro obteve 71,6% dos seus votos em Três Lagoas, onde ficou com 47,8% dos votos nominais para deputado estadual; Hélio Peluffo, 68,5% em Ponta Porã (47,8% do município); Gianni Nogueira, 55,3% em Dourados; Paulo Duarte, 48,1% em Corumbá; Odilon Ribeiro, 38,8% em Aquidauana, onde teve 59,1% dos votos do município. Daverson Matos, apontado pela imprensa como deputado de Rio Brilhante, teve seu maior contingente em Campo Grande (38,5%). Os 12 eleitos com base na Capital somaram 375.356 votos e os 12 do interior, 413.498; mas só 42,6% dos votos dos deputados "da Capital" vieram de Campo Grande, e 14,1% dos votos dos deputados do interior também. A tabela completa está na seção "Geografia do voto dos eleitos".

Naturalidade: nascidos fora de Mato Grosso do Sul

1979

Dos 18 constituintes, 11 têm naturalidade localizada: seis nascidos no atual MS (Cubel em Campo Grande, Londres em Rio Brilhante, Saldanha em Ponta Porã, Tebet em Três Lagoas, Valdomiro em Paranaíba e Zenóbio em Amambai), um em Cuiabá (Walter Carneiro) e quatro em outros Estados (Ary Rigo no RS, Gideão em SC, Onevan em MG, Sérgio Cruz em PE). Sete sem registro (Gaeta, Cerzósimo, Nacasato, Dutra, Orro, Rudel Trindade, Rasslan).

2027

Nove dos 24 nasceram fora do Estado: Caravina (Presidente Prudente, SP), Guerreiro (Presidente Bernardes, SP), Gleice Jane (São Bernardo do Campo, SP), Salineiro (Tupã, SP), Lucas de Lima (Alto Alegre, SP), Kemp (Presidente Prudente, SP), Zé Teixeira (Guanambi, BA), Marcio Fernandes (Umuarama, PR) e Puccinelli (Viareggio, Itália). Cinco têm base na Capital e quatro no interior. Dos 15 nascidos em MS, quatro nasceram em Campo Grande e onze no interior, e quatro destes construíram a carreira na Capital (Zeca do PT, Gerson Claro, Rinaldo Modesto, Lídio Lopes).

Série. Entre os titulares com naturalidade conhecida, a parcela dos nascidos fora foi de 41% a 50% nas três primeiras legislaturas, subiu para 58% a 64% entre 1998 e 2014 e recuou para 37% a 44% desde 2018. A série intermediária é enviesada: a naturalidade só foi localizada para quem tem verbete ou perfil publicado, o que favorece nomes de maior projeção. A seção de naturalidade, abaixo, cobre todos os eleitos desde 1998 e corrige esse viés.

Contexto. No Censo de 2010, 25,9% dos residentes em MS não eram naturais do Estado (634.563 de 2.449.024). Entre adultos em idade de exercer mandato a proporção é maior, porque a migração se concentrou nas gerações que chegaram entre os anos 1950 e 1980. A predominância paulista entre os deputados de 2026 (seis dos nove) corresponde à fronteira de ocupação do oeste de São Paulo (Presidente Prudente, Tupã, Alto Alegre, Presidente Bernardes), que avançou sobre o sul de Mato Grosso pela Noroeste do Brasil e pela Sorocabana. Queiroz (2006) e Antonio (2022) registram que, depois de 1870, o sul de Mato Grosso recebeu paulistas, mineiros, paranaenses e gaúchos, e que a ferrovia Noroeste, concluída em 1914, ligou a região ao Sudeste e fez de Campo Grande o polo comercial no lugar de Corumbá. O precedente mais conhecido da tensão em torno da naturalidade é o do primeiro governador nomeado, Harry Amorim Costa, gaúcho de Cruz Alta, cuja indicação foi contestada no Senado por ele não ser mato-grossense (Bittar, 2017).

Geografia do voto dos eleitos de 2026

Votação por município no 1.º turno de 2026. Para cada eleito: parcela dos votos vinda de Campo Grande, município de maior votação, parcela que ele representa e peso do eleito nesse município, concentração nos cinco maiores municípios e índice de Herfindahl (HHI) da distribuição dos votos entre os 79 municípios.

27,6%
dos votos dos 24 eleitos vieram de Campo Grande, que tem 32,9% dos votos nominais para deputado estadual. Em 2018 eram 30,1%; em 2022, 26,7%.
4 de 24
eleitos com mais da metade dos votos na Capital (Salineiro 84%, Puccinelli 66%, Rinaldo Modesto 63%, Lucas de Lima 57%). Eram 6 em 2018 e 5 em 2022.
8 de 20
maiores colégios do Estado em que o candidato mais votado não se elegeu: Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Coxim, Amambai, São Gabriel do Oeste, Chapadão do Sul e Costa Rica.
EleitoPartidoVotos% de Campo GrandeMunicípio principal% dos seus votos% do município% nos 5 maioresHHI
Zé TeixeiraPL54.0804,0Dourados32,815,553,80,129
Paulo CorrêaPL44.54118,5Campo Grande18,51,938,50,056
CaravinaPSDB43.84511,3Bataguassu21,976,147,70,076
Zeca do PTPT42.71428,0Campo Grande28,02,741,10,090
Coronel DavidPL41.49240,2Campo Grande40,23,857,70,175
André PuccinelliMDB40.60265,5Campo Grande65,56,072,40,432
Tiago BotelhoPT39.38723,0Dourados25,08,660,90,125
Ângelo GuerreiroPSDB37.7042,1Três Lagoas71,647,885,20,520
Gianni NogueiraPL36.1089,9Dourados55,317,473,80,320
Odilon RibeiroPL35.90513,2Aquidauana38,859,174,90,195
Gerson ClaroPP35.76722,6Campo Grande22,61,852,10,084
Londres MachadoPP33.58110,5Fátima do Sul12,937,343,40,055
Helio PeluffoPP31.4357,8Ponta Porã68,547,886,80,481
Daverson MatosPL30.60438,5Campo Grande38,52,763,40,171
Professora Gleice JanePT29.84424,0Dourados30,27,963,90,156
André SalineiroPL28.43784,1Campo Grande84,15,488,20,709
Pedro KempPT28.39746,1Campo Grande46,13,059,90,222
Lucas de Lima do Amor Sem FimPL26.20457,0Campo Grande57,03,471,00,333
Professor Rinaldo ModestoUnião Brasil23.76363,1Campo Grande63,13,471,50,402
Marcio FernandesPL23.12228,6Campo Grande28,61,549,30,101
Renato CâmaraRepublicanos20.97612,3Dourados24,14,458,60,097
Lidio LopesAvante20.80136,4Campo Grande36,41,755,50,150
Paulo DuartePSDB20.02926,5Corumbá48,121,783,50,307
Pedrossian NetoRepublicanos19.51637,2Campo Grande37,21,656,90,157
Dois tipos de deputado, confirmados

Os de reduto têm HHI alto e um município dominante: Salineiro (0,71, Campo Grande), Guerreiro (0,52, Três Lagoas), Peluffo (0,48, Ponta Porã), Puccinelli (0,43, Campo Grande), Rinaldo Modesto (0,40), Lucas de Lima (0,33), Gianni Nogueira (0,32, Dourados), Paulo Duarte (0,31, Corumbá). Os de voto difuso têm HHI abaixo de 0,10 e nenhum município com mais de um quinto dos votos: Londres Machado (0,055), Paulo Corrêa (0,056), Caravina (0,076), Gerson Claro (0,084), Zeca do PT (0,090), Renato Câmara (0,097). Caravina é o caso misto: domina Bataguassu (76% do município), mas a cidade dá só 22% dos seus votos.

A Capital pesa menos do que as cadeiras sugerem

Doze eleitos têm carreira em Campo Grande, mas a cidade entrega só 42,6% dos votos desse grupo; Paulo Corrêa (18,5%), Gerson Claro (22,6%), Zeca do PT (28,0%) e Marcio Fernandes (28,6%) são deputados "da Capital" eleitos sobretudo pelo interior. No sentido inverso, Daverson Matos, tratado pela imprensa como deputado de Rio Brilhante, teve em Campo Grande seu maior contingente (38,5%), e Renato Câmara, de Ivinhema, teve mais votos em Dourados (24,1%) do que em Ivinhema. A base pela carreira e a base pelo voto não coincidem para um terço da bancada.

Os 20 maiores colégios e seus candidatos mais votados, 2026

Tamanho do colégio medido pelos votos nominais para deputado estadual. Nos oito municípios em negrito, o candidato mais votado não se elegeu: são exatamente o Norte (Coxim, São Gabriel do Oeste, Costa Rica), o Bolsão (Paranaíba, Chapadão do Sul), o Cone Sul (Naviraí) e a Sul-Fronteira (Amambai), as regiões sem deputado com base local, mais Nova Andradina.

MunicípioVotos nominaisMais votado% do municípioEleito?
Campo Grande440.211André Puccinelli (MDB)6,0sim
Dourados114.698Gianni Nogueira (PL)17,4sim
Três Lagoas56.478Ângelo Guerreiro (PSDB)47,8sim
Ponta Porã45.060Helio Peluffo (PP)47,8sim
Corumbá44.486Paulo Duarte (PSDB)21,7sim
Naviraí24.070Rhaiza Matos (MDB)25,0não
Aquidauana23.578Odilon Ribeiro (PL)59,1sim
Nova Andradina22.016Dione Hashioka (União)36,1não
Sidrolândia21.993Gerson Claro (PP)20,0sim
Maracaju20.380Paulo Corrêa (PL)10,0sim
Paranaíba19.826Sindoley Morais (PL)26,8não
Rio Brilhante17.102Daverson Matos (PL)19,2sim
Coxim16.958Junior Mochi (MDB)32,6não
Amambai16.852Janete Córdoba (PSDB)18,7não
São Gabriel do Oeste15.428Rogério Rohr (Avante)32,7não
Chapadão do Sul15.220Defensor Ernany (PL)48,9não
Caarapó14.458Zé Teixeira (PL)29,8sim
Costa Rica13.798Junior Mochi (MDB)11,9não
Ivinhema13.398Renato Câmara (Republicanos)17,1sim
Miranda13.076Odilon Ribeiro (PL)15,2sim

Naturalidade dos eleitos, 1998–2026

Unidade da federação de nascimento declarada no registro de candidatura, para os 24 titulares eleitos em cada eleição. O registro público traz apenas a unidade da federação de nascimento. Nascidos em municípios do atual MS antes de 1977 aparecem como "MS" conforme a declaração do candidato.

EleiçãoEleitosUF conhecidaNascidos em MSNascidos fora% foraUFs de origem (ordem de frequência)
19982424111354,2SP MG BA PE RS
2002242314939,1SP BA MG RS
20062424101458,3SP RS CE MG PR
2010242471770,8SP PR RJ BA MG RS
2014242471770,8SP PR BA GO MG RJ RS
20182424121250,0SP PR BA GO MG RJ
20222424141041,7SP PR BA
2026242415937,5SP BA PR exterior
O que a série oficial muda

A parcela de nascidos fora do Estado subiu de 54% em 1998 para o pico de 71% em 2010 e 2014 e caiu desde então: 50% em 2018, 42% em 2022 e 37,5% em 2026. A série do levantamento anterior, montada com biografias publicadas, subestimava 2010 e 2014 (63%) e superestimava 1998 (61%). São Paulo é a origem mais frequente em todas as eleições.

Naturalidades confirmadas na UF

Confirmadas, na unidade da federação, as naturalidades que antes dependiam da imprensa: Caravina, Guerreiro, Gleice Jane, Salineiro e Lucas de Lima nascidos em São Paulo; Marcio Fernandes no Paraná; Tiago Botelho, Odilon Ribeiro, Gerson Claro, Peluffo, Daverson Matos, Paulo Duarte e Pedrossian Neto em Mato Grosso do Sul. Puccinelli consta como nascido no exterior, Zé Teixeira na Bahia e Pedro Kemp em São Paulo.

Votação dos eleitos, 1978 e 1994–2026

Votos nominais dos 24 titulares eleitos em cada eleição (18 em 1978), com a série de votação por município, que começa em 1994. A última coluna é a parcela dos votos nominais para deputado estadual que foi para os eleitos.

EleiçãoEleitosVotos dos eleitosMédiaMenos votadoMais votado% dos nominaisFonte
197818150.0968.3395.83614.442–Wikipédia (eleição de 1978), a conferir
199424322.90313.4546.02623.70347,0TSE
199824357.16214.8828.35530.95747,7TSE
200224474.91019.7886.82136.28349,4TSE
200624638.19326.5919.70847.77258,0TSE
201024709.17629.54918.24456.28759,4TSE
201424661.19027.55016.58647.01554,9TSE
201824628.12326.17211.01078.39053,2TSE
202224639.02826.62611.65049.51247,7TSE
202624788.85432.86919.51654.08058,9TSE
O custo de uma cadeira quadruplicou

A média de votos de um eleito foi de 8,3 mil em 1978 para 13,5 mil em 1994, 26,6 mil em 2006 e 32,9 mil em 2026. O menos votado dos eleitos tinha 5,8 mil votos em 1978 e 6,0 mil em 1994; em 2026 precisou de 19,5 mil. Esse é o fator aritmético que tirou do mapa as cidades pequenas com deputado próprio: um colégio como Naviraí (24 mil votos nominais em 2026) já não elege sozinho. Falta a votação nominal de 1982 a 1990, que depende dos boletins do TRE-MS.

Pendências judiciais de 2026 (situação em 10/10/2026)

  • Jamilson Name (PP), 35.211 votos anulados sub judice. O registro foi indeferido por decisão monocrática do ministro Sebastião Reis Júnior (TSE), após recurso do Ministério Público Eleitoral; a defesa apresentou agravo interno ao plenário e, em 9 de outubro, a Procuradoria-Geral Eleitoral opinou pela rejeição. Sem data de julgamento. Se os votos forem validados, a federação União Brasil/PP ganha a última cadeira e o PL perde a de Marcio Fernandes (Correio do Estado, Campo Grande News, A Crítica).
  • Lídio Lopes (Avante) e Marcio Fernandes (PL). A vereadora Luiza Ribeiro (PT), 25.472 votos e primeira não eleita, anunciou em 6 e 9 de outubro ação para impedir a posse por suspeita de compra de votos, após a prisão de um assessor com R$ 127 mil. Até 10 de outubro a imprensa não registrava o ajuizamento (JD1, O Jacaré, Four News). A diplomação é em dezembro e a posse em 1.º de fevereiro de 2027.