Geografia da representação, polos regionais e naturalidade dos deputados estaduais de Mato Grosso do Sul, da 1.ª à 13.ª legislatura
Esta página compara a primeira legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (eleita em 1978, instalada em 1979) com a composição eleita em 4 de outubro de 2026, que toma posse em 2027, e situa as duas nas 13 legislaturas da série. O eixo é a geografia da representação: onde cada deputado construiu a carreira política, quais regiões ganharam e perderam cadeiras e de onde vêm os eleitos.
Em 1979, três dos 18 constituintes tinham a carreira construída em Campo Grande (16,7% das cadeiras), menos do que o peso da cidade na população do Estado no Censo de 1980 (21,3%). Em 2027, 12 dos 24 eleitos têm base em Campo Grande (50%), bem acima do peso da cidade na população do Censo de 2022 (32,6%) e no eleitorado de 2026 (31,6%). A Capital passou de sub-representada a sobrerrepresentada, e o interior, que tinha 13 das 16 cadeiras com base identificada em 1979, ficou com metade da Assembleia.
Em 1979 as bases estavam espalhadas por Dourados, Fátima do Sul, Corumbá, Aquidauana, Três Lagoas, Paranaíba, Ponta Porã, Amambai, Naviraí e Nova Andradina. Em 2027 a Grande Dourados concentra seis cadeiras, e o restante do interior se resume a Três Lagoas, Ponta Porã, Aquidauana, Corumbá, Bataguassu e Ivinhema, uma cadeira cada. O Bolsão, com 11,1% do eleitorado e 17,2% do PIB, tem uma cadeira.
Entre os 11 constituintes de 1979 com naturalidade localizada, cinco nasceram fora do atual Mato Grosso do Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Pernambuco e Cuiabá). Entre os 24 eleitos em 2026, nove nasceram fora (37,5%). Os nascidos fora se dividem igualmente entre a bancada da Capital (5 de 12) e a do interior (4 de 12), e quase todos entraram na política por mandatos municipais.
A série completa das 13 legislaturas mostra que a Capital saiu de três cadeiras (1978 e 1982) para cinco a oito (1986 a 2002), nove a dez (2006 a 2018) e doze (2022 e 2026). A metropolização da representação aconteceu sobretudo entre 1986 e 2006 e depois se estabilizou em metade da bancada.
As 13 legislaturas da ALEMS, da 1.ª (eleita em 15 de novembro de 1978, 18 cadeiras) à 13.ª (eleita em 4 de outubro de 2026, 24 cadeiras), com 352 mandatos: 306 titulares e 46 suplentes que assumiram em algum momento, conforme as páginas oficiais da ALEMS de cada legislatura. As páginas da 11.ª e da 12.ª estavam fora do ar e as listas vieram das matérias do Campo Grande News com o resultado oficial do TRE-MS.
Atribuída pela carreira: município onde o deputado foi prefeito ou vereador, domicílio eleitoral ou base declarada pela imprensa. Não é o município de maior votação, medido na seção de geografia do voto, ao fim da página. Quando a mesma pessoa aparece em várias legislaturas, a base conhecida em uma foi propagada para as outras e marcada como provisória. A base ficou sem identificação em 81 dos 306 mandatos de titular, concentrados entre 1986 e 2002.
As nove regiões de planejamento do Governo de MS (Semadesc, "Regiões de Desenvolvimento 2015"), com a Capital separada do restante da região Campo Grande. Campo Grande concentra a quase totalidade da população da região imediata e intermediária do IBGE que leva seu nome, por isso a comparação por região de planejamento é mais legível.
UF e município de nascimento conforme ALEMS, Wikipédia, Câmara, Senado, TCE-MS, imprensa e obituários. Nascidos em municípios do atual MS antes de 1977 contam como MS; nascidos em Cuiabá ou no atual Mato Grosso contam como MT. População dos municípios nos Censos de 1980, 2010 e 2022 (SIDRA); eleitorado por município em 31 de agosto de 2026 (TRE-MS, 2.024.884 aptos); PIB municipal de 2023 (IBGE e Semadesc).
Nesta versão (10/10/2026) a geografia do voto, a naturalidade e a votação dos eleitos foram atualizadas (seções ao fim da página), com cobertura de 1994 a 2026 para a votação e de 1998 a 2026 para a naturalidade. A naturalidade dos 11 eleitos de 2026 marcados com (CE) está confirmada apenas na unidade da federação. Continuam em aberto: a votação nominal de 1982 a 1990, a naturalidade dos titulares de 1982 a 1994 e a base política de 81 mandatos entre 1986 e 2002. A composição de 2027 ainda depende da diplomação em dezembro: ver as pendências judiciais ao fim da página.
Percentuais de cadeiras calculados sobre 18 (1979) e 24 (2027). População de 1980 nos limites municipais de 1980, agregada pelas regiões atuais. A razão cadeiras/população divide a participação da região nas cadeiras pela sua participação na população do Censo mais próximo (1980 e 2022).
Cadeiras por região de planejamento versus população, 1979 e 2027.
| Região | Cad. 1979 | % | Cad. 2027 | % | Pop. 1980 % | Pop. 2022 % | Eleit. 2026 % | PIB 2023 % | Razão 1979 | Razão 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Capital (Campo Grande) | 3 | 16,7 | 12 | 50,0 | 21,3 | 32,6 | 31,6 | 22,9 | 0,78 | 1,53 |
| Grande Dourados | 4 | 22,2 | 6 | 25,0 | 18,4 | 16,0 | 15,3 | 20,3 | 1,21 | 1,56 |
| Pantanal | 3 | 16,7 | 2 | 8,3 | 12,4 | 7,8 | 7,7 | 4,1 | 1,35 | 1,06 |
| Bolsão | 2 | 11,1 | 1 | 4,2 | 10,9 | 11,3 | 11,1 | 17,2 | 1,02 | 0,37 |
| Sul-Fronteira | 2 | 11,1 | 1 | 4,2 | 8,2 | 7,5 | 7,7 | 7,4 | 1,35 | 0,56 |
| Leste | 1 | 5,6 | 2 | 8,3 | 6,3 | 5,0 | 5,3 | 5,8 | 0,89 | 1,66 |
| Cone Sul | 1 | 5,6 | 0 | 0,0 | 7,2 | 4,7 | 4,9 | 4,7 | 0,78 | 0,00 |
| Norte | 0 | 0,0 | 0 | 0,0 | 6,2 | 5,6 | 6,2 | 6,6 | 0,00 | 0,00 |
| Sudoeste | 0 | 0,0 | 0 | 0,0 | 5,3 | 4,3 | 4,6 | 3,4 | 0,00 | 0,00 |
| Região Campo Grande, sem a Capital | 0 | 0,0 | 0 | 0,0 | 3,7 | 5,3 | 5,6 | 7,6 | 0,00 | 0,00 |
| Sem base identificada | 2 | 0 |
A Capital passou de sub-representada a sobrerrepresentada. A população de Campo Grande cresceu 11 pontos percentuais na participação estadual; as cadeiras cresceram 33.
Manteve a sobrerrepresentação e a ampliou um pouco, porque sua população cresceu menos que a do Estado e suas cadeiras aumentaram de quatro para seis.
O Bolsão caiu de 1,02 para 0,37, apesar de ter a segunda maior participação no PIB; a Sul-Fronteira, de 1,35 para 0,56; o Cone Sul, de 0,78 para zero. O Pantanal perdeu uma cadeira e população (de 12,4% para 7,8% do Estado), de modo que sua razão caiu pouco.
O Norte não elegeu ninguém em 1978 nem em 2026, embora tenha elegido deputados com base em Coxim em legislaturas intermediárias. Com o Bolsão, abriga os municípios que mais crescem no Estado (Chapadão do Sul, Costa Rica, São Gabriel do Oeste).
Titulares por eleição, com a base identificada pela carreira. A coluna "Capital %" usa todas as cadeiras no denominador, portanto é um piso nas legislaturas com muitas bases não identificadas (1986 a 2002).
Cadeiras com base em Campo Grande, por eleição.
O primeiro é a subida em degraus da Capital: três cadeiras nas duas primeiras eleições, cinco a oito entre 1986 e 2002, nove a dez entre 2006 e 2018 e doze em 2022 e 2026. O segundo é o esvaziamento das bases pequenas do interior: Sul-Fronteira e Cone Sul somavam três a quatro cadeiras em 1978 e 1982 e somam uma em 2026; o Pantanal, três no início e duas agora. A Grande Dourados é a única região do interior que se manteve, oscilando entre duas e seis cadeiras.
A taxa de renovação em relação à legislatura anterior caiu de 62,5% (1982) e 58,3% (1986) para 29,2% (2022) e 37,5% (2026). Em 2026, 17 dos 24 eleitos já tinham passado pela ALEMS. Londres Machado esteve em 12 das 13 legislaturas (ficou fora apenas da 10.ª); Onevan de Matos, Paulo Corrêa e Zé Teixeira em nove; Maurício Picarelli e Pedro Kemp em oito; Akira Otsubo em sete. A bancada se profissionalizou, e isso ajuda a explicar a estabilidade do mapa desde 2006: deputados consolidados na Capital raramente perdem a cadeira.
| Eleição | Cadeiras | Base ident. | Capital | Capital % | Natur. conhecida | Nascidos fora | % fora |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1978 | 18 | 16 | 3 | 16,7 | 11 | 5 | 45,5 |
| 1982 | 24 | 19 | 3 | 12,5 | 12 | 5 | 41,7 |
| 1986 | 24 | 14 | 5 | 20,8 | 12 | 6 | 50,0 |
| 1990 | 24 | 12 | 6 | 25,0 | 11 | 3 | 27,3 |
| 1994 | 24 | 16 | 8 | 33,3 | 15 | 6 | 40,0 |
| 1998 | 24 | 17 | 6 | 25,0 | 18 | 11 | 61,1 |
| 2002 | 24 | 18 | 8 | 33,3 | 19 | 11 | 57,9 |
| 2006 | 24 | 20 | 10 | 41,7 | 22 | 14 | 63,6 |
| 2010 | 24 | 18 | 9 | 37,5 | 19 | 12 | 63,2 |
| 2014 | 24 | 20 | 10 | 41,7 | 19 | 12 | 63,2 |
| 2018 | 24 | 19 | 10 | 41,7 | 19 | 7 | 36,8 |
| 2022 | 24 | 24 | 12 | 50,0 | 23 | 10 | 43,5 |
| 2026 | 24 | 24 | 12 | 50,0 | 24 | 9 | 37,5 |
Cadeiras de titulares por região de planejamento (base pela carreira; a última coluna conta os mandatos sem base identificada):
| Eleição | Capital | Gde. Dourados | Pantanal | Bolsão | Sul-Front. | Leste | Cone Sul | Norte | Entorno Cap. | Sem base |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1978 | 3 | 4 | 3 | 2 | 2 | 1 | 1 | 0 | 0 | 2 |
| 1982 | 3 | 6 | 3 | 2 | 3 | 0 | 1 | 1 | 0 | 5 |
| 1986 | 5 | 3 | 2 | 1 | 1 | 0 | 1 | 1 | 0 | 10 |
| 1990 | 6 | 2 | 3 | 0 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 | 12 |
| 1994 | 8 | 3 | 3 | 0 | 0 | 2 | 0 | 0 | 0 | 8 |
| 1998 | 6 | 5 | 2 | 0 | 1 | 2 | 1 | 0 | 0 | 7 |
| 2002 | 8 | 3 | 3 | 1 | 1 | 1 | 1 | 0 | 0 | 6 |
| 2006 | 10 | 4 | 1 | 0 | 0 | 2 | 1 | 1 | 1 | 4 |
| 2010 | 9 | 3 | 2 | 0 | 0 | 1 | 2 | 1 | 0 | 6 |
| 2014 | 10 | 2 | 1 | 1 | 1 | 1 | 2 | 1 | 1 | 4 |
| 2018 | 10 | 4 | 2 | 1 | 0 | 1 | 1 | 0 | 0 | 5 |
| 2022 | 12 | 5 | 0 | 1 | 0 | 4 | 1 | 1 | 0 | 0 |
| 2026 | 12 | 6 | 2 | 1 | 1 | 2 | 0 | 0 | 0 | 0 |
ARENA 11, MDB 7. A própria ALEMS diverge sobre dois nomes: a página "História" e as fontes de época colocam Ramez Tebet na ARENA e Getúlio Gideão no MDB; a tabela da página "1.ª Legislatura" inverte os dois. A tabela segue a maioria das fontes. A votação de 1978, segundo a tabela da Wikipédia sobre a eleição (a conferir nos boletins do TRE): Ramez Tebet 14.442, Paulo Saldanha 11.571, Londres Machado 10.266, Cecílio Gaeta 9.584, Getúlio Gideão 9.514, Valdomiro Gonçalves 9.427, Sérgio Cruz 9.095, Onevan de Matos 8.897, Sultan Rasslan 8.469, Osvaldo Dutra 7.569, Horácio Cerzósimo 7.109, Alberto Cubel 6.617, Rudel Trindade 6.610, Odilon Nacasato 6.469, Walter Carneiro 6.238, Zenóbio dos Santos 6.199, Roberto Orro 6.184 e Ary Rigo 5.836; total de 150.096 votos, média de 8.339. As naturalidades marcadas com "(Wikipédia)" vêm da mesma tabela e ainda não foram conferidas em fonte primária.
| Deputado | Partido | Nascimento | Base política (carreira) | Região |
|---|---|---|---|---|
| Alberto Cubel Brull | ARENA | Campo Grande, MS (Wikipédia diz Caarapó) | Campo Grande (vice-prefeito 1976-77, prefeito interino 1977) | Capital |
| Ary Rigo | ARENA | Passo Fundo, RS, 1946 | Maracaju (engenheiro agrônomo; representou Maracaju por décadas, segundo ALEMS e Governo de MS) | Grande Dourados |
| Cecílio de Jesus Gaeta | MDB | Cuiabá, MT (Wikipédia) | Corumbá (vereador; deputado em MT 1970 e 1974) | Pantanal |
| Getúlio Gideão Bauermeister | MDB (ALEMS diverge) | Porto União, SC, c. 1946 | Nova Andradina (prefeito 1983-88) | Leste |
| Horácio Cerzósimo de Souza | ARENA | Ponta Porã, MS, c. 1931 (Dourados News, 2011) | Dourados (deputado em MT 1974; TCE-MS em 1980) | Grande Dourados |
| Londres Machado | ARENA | Rio Brilhante, MS, 1942 | Fátima do Sul (vereador 1966; deputado em MT 1970 e 1974) | Grande Dourados |
| Odilon Massahitsi Nacasato | MDB | Ivinhema, MS, c. 1956 (Wikipédia) | Campo Grande (vereador 1977) | Capital |
| Onevan José de Matos | MDB | Frutal, MG, 1942 | Naviraí (vereador em Jales, SP; prefeito de Naviraí 1989-92) | Cone Sul |
| Osvaldo Ferreira Dutra | ARENA | Naviraí, MS (Wikipédia) | Naviraí (indicação pela naturalidade; a confirmar) | Cone Sul (provisório) |
| Paulo Roberto Capiberibe Saldanha | ARENA | Ponta Porã, MS, 1942 (Wikipédia diz Rondonópolis) | Ponta Porã (deputado em MT 1974; presidente da AL-MT 1976-78) | Sul-Fronteira |
| Ramez Tebet | ARENA (ALEMS diverge) | Três Lagoas, MS, 1936 | Três Lagoas (prefeito 1975-78) | Bolsão |
| Roberto Moaccar Orro | MDB | Aquidauana, MS, c. 1937 (Wikipédia) | Aquidauana (vereador mais votado em 1976) | Pantanal |
| Rudel Espíndola Trindade | ARENA | Aquidauana, MS, c. 1925 (Wikipédia) | Aquidauana (prefeito 1968-70 e 1973-77) | Pantanal |
| Sérgio Manoel da Cruz | MDB | Salgueiro, PE, 1942 | Campo Grande (deputado em MT 1974; candidato a prefeito 1976) | Capital |
| Sultan Rasslan | MDB | Sidrolândia, MS (Wikipédia) | Dourados (vereador 1976, presidente da Câmara 1977-78) | Grande Dourados |
| Valdomiro Alves Gonçalves | ARENA | Paranaíba (Cassilândia), MS, 1935 | origem em Paranaíba e Cassilândia; deputado em MT 1970; deputado federal 1974 | Bolsão (vínculo de origem) |
| Walter Benedito Carneiro | ARENA | Cuiabá, MT, 1942 | Dourados (vereador 1972 e 1976) | Grande Dourados |
| Zenóbio Neves dos Santos | ARENA | Amambai, MS | Amambai (vereador) | Sul-Fronteira |
Suplentes que assumiram: Arthur Jorge Ferreira do Amaral (ARENA, base não identificada), Eduardo Contar Filho (ARENA, vereador de Campo Grande, assumiu a vaga de Cubel Brull) e Manfredo Alves Corrêa (ARENA, ex-prefeito de Fátima do Sul). Seis dos 18 já tinham sido deputados estaduais de Mato Grosso uno (Gaeta, Cerzósimo, Londres, Saldanha, Sérgio Cruz e Valdomiro Gonçalves), e nove tinham passado por prefeituras ou câmaras municipais.
PL 9, PT 4, PSDB 3, PP 3, Republicanos 2, MDB 1, União Brasil 1, Avante 1. Votos válidos para deputado estadual: 1.381.806; 241 candidatos; quociente eleitoral de cerca de 57,6 mil votos. Os 24 eleitos somaram 788.854 votos (57,1% dos válidos). Dezesseis foram reeleitos (contando Paulo Duarte, que exercia mandato como suplente efetivado), três voltam à Casa (Puccinelli, Guerreiro, Odilon Ribeiro) e cinco estreiam (Gianni Nogueira, Tiago Botelho, Hélio Peluffo, Daverson Matos, André Salineiro). A naturalidade marcada com (CE) vem só do Correio do Estado.
| Eleito | Partido | Votos | Nascimento | Base política (carreira) | Região |
|---|---|---|---|---|---|
| Zé Teixeira | PL | 54.080 | Guanambi, BA, 1940 | Dourados e sul (produtor rural; propriedades em Caarapó, Amambai, Juti e Porto Murtinho) | Grande Dourados |
| Paulo Corrêa | PL | 44.541 | Campo Grande, 1957 | Campo Grande | Capital |
| Pedro Caravina | PSDB | 43.845 | Presidente Prudente, SP (CE) | Bataguassu (prefeito por dois mandatos) | Leste |
| Zeca do PT | PT | 42.714 | Porto Murtinho, MS, 1950 | Campo Grande (vereador; governador 1999-2006) | Capital |
| Coronel David | PL | 41.492 | Campo Grande, 1965 | Campo Grande (ex-comandante da PM) | Capital |
| André Puccinelli | MDB | 40.602 | Viareggio, Itália, 1948 | Campo Grande (prefeito; governador 2007-14) | Capital |
| Tiago Botelho | PT | 39.387 | Ivinhema, MS (CE) | Dourados (professor, advogado) | Grande Dourados |
| Ângelo Guerreiro | PSDB | 37.704 | Presidente Bernardes, SP (CE) | Três Lagoas (prefeito por dois mandatos) | Bolsão |
| Gianni Nogueira | PL | 36.108 | Dourados, MS | Dourados (vice-prefeita) | Grande Dourados |
| Odilon Ribeiro | PL | 35.905 | Campo Grande (CE) | Aquidauana (prefeito por dois mandatos) | Pantanal |
| Gerson Claro | PP | 35.767 | Itaporã, MS (CE) | Campo Grande (presidente da ALEMS; ex-Detran); votação difusa | Capital (provisório) |
| Londres Machado | PP | 33.581 | Rio Brilhante, MS, 1942 | Fátima do Sul e Grande Dourados (14.º mandato) | Grande Dourados (provisório) |
| Hélio Peluffo | PP | 31.435 | Ponta Porã, MS (CE) | Ponta Porã (prefeito por dois mandatos; secretário estadual) | Sul-Fronteira |
| Daverson Matos | PL | 30.604 | Rio Brilhante, MS (CE) | Rio Brilhante (vereador); cerca de 13 mil votos em Campo Grande | Grande Dourados |
| Professora Gleice Jane | PT | 29.844 | São Bernardo do Campo, SP (CE) | Dourados (professora) | Grande Dourados (provisório) |
| André Salineiro | PL | 28.437 | Tupã, SP (CE) | Campo Grande (policial federal; vereador) | Capital |
| Pedro Kemp | PT | 28.397 | Presidente Prudente, SP, 1962 | Campo Grande (vereador; ex-secretário de Educação) | Capital |
| Lucas de Lima | PL | 26.204 | Alto Alegre, SP (CE) | Campo Grande (radialista; vereador) | Capital |
| Professor Rinaldo Modesto | União Brasil | 23.763 | Glória de Dourados, MS, 1965 | Campo Grande (vereador) | Capital |
| Marcio Fernandes | PL | 23.122 | Umuarama, PR (CE) | Campo Grande e bacia leiteira (médico veterinário; 6.º mandato) | Capital (provisório) |
| Renato Câmara | Republicanos | 20.976 | Ivinhema, MS, 1972 | Ivinhema (prefeito por dois mandatos) | Leste |
| Lídio Lopes | Avante | 20.801 | Iguatemi, MS, 1966 | Campo Grande (segmento evangélico) | Capital |
| Paulo Duarte | PSDB | 20.029 | Corumbá, MS (CE) | Corumbá (prefeito; auditor fiscal) | Pantanal |
| Pedrossian Neto | Republicanos | 19.516 | Campo Grande (CE) | Campo Grande (economista; ex-secretário municipal) | Capital |
Jamilson Name (PP) obteve 35.211 votos "anulados sub judice" depois de decisão monocrática do TSE em 2 de outubro; se os votos forem validados no agravo, a Federação PP e União Brasil ganha uma cadeira e o PL perde a última pelas sobras, a de Marcio Fernandes (simulação de A Crítica e do Campo Grande News). Jamilson Name tem carreira em Campo Grande, de modo que a contagem por região não mudaria, mas a lista mudaria. Há ainda pedido de impugnação da campanha de Lídio Lopes anunciado em 7 de outubro, sem decisão. A diplomação é em dezembro e a posse em 1.º de fevereiro de 2027.
Os 22 maiores eleitorados do Estado em 2026, com a população de 1980 e de 2022, o PIB de 2023 e os deputados cuja base política está no município, nas duas composições comparadas.
| Município | Região | Pop. 1980 | Pop. 2022 | Eleitores 2026 | % eleit. | PIB 2023 (R$ mi) | Deputados com base, 1979 | Deputados com base, 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Campo Grande | Capital | 291.777 | 898.100 | 640.427 | 31,6 | 42.269 | Cubel, Nacasato, Sérgio Cruz (e o suplente Contar) | Paulo Corrêa, Zeca do PT, Coronel David, Puccinelli, Gerson Claro, Salineiro, Kemp, Lucas de Lima, Rinaldo Modesto, Marcio Fernandes, Lídio Lopes, Pedrossian Neto |
| Dourados | Grande Dourados | 106.500 | 243.367 | 166.148 | 8,2 | 20.258 | Cerzósimo, Rasslan, Walter Carneiro | Zé Teixeira, Gianni Nogueira, Tiago Botelho, Gleice Jane |
| Três Lagoas | Bolsão | 57.895 | 132.152 | 88.668 | 4,4 | 14.762 | Ramez Tebet | Ângelo Guerreiro |
| Ponta Porã | Sul-Fronteira | 38.062 | 92.017 | 70.104 | 3,5 | 6.070 | Paulo Saldanha | Hélio Peluffo |
| Corumbá | Pantanal | 81.129 | 96.268 | 67.791 | 3,3 | 4.187 | Cecílio Gaeta | Paulo Duarte |
| Naviraí | Cone Sul | 28.567 | 50.457 | 37.599 | 1,9 | 3.670 | Onevan de Matos | nenhum |
| Aquidauana | Pantanal | 34.493 | 46.803 | 36.437 | 1,8 | 1.437 | Roberto Orro, Rudel Trindade | Odilon Ribeiro |
| Nova Andradina | Leste | 21.673 | 48.563 | 35.690 | 1,8 | 3.569 | Getúlio Gideão | nenhum |
| Sidrolândia | Entorno da Capital | 12.846 | 47.118 | 35.197 | 1,7 | 4.102 | nenhum | nenhum |
| Paranaíba | Bolsão | 36.894 | 40.957 | 31.564 | 1,6 | 2.012 | Valdomiro Gonçalves (origem) | nenhum |
| Maracaju | Grande Dourados | 13.601 | 45.047 | 29.847 | 1,5 | 5.921 | nenhum | nenhum |
| Amambai | Sul-Fronteira | 58.534* | 39.325 | 27.246 | 1,3 | 2.426 | Zenóbio dos Santos | nenhum |
| Coxim | Norte | 27.628 | 32.151 | 26.481 | 1,3 | 1.401 | nenhum | nenhum |
| Rio Brilhante | Grande Dourados | 15.567 | 37.601 | 26.224 | 1,3 | 3.834 | nenhum (Londres Machado nasceu ali) | Daverson Matos |
| São Gabriel do Oeste | Norte | criado depois | 29.579 | 23.123 | 1,1 | 2.884 | nenhum | nenhum |
| Chapadão do Sul | Bolsão | criado depois | 30.993 | 23.040 | 1,1 | 3.330 | nenhum | nenhum |
| Costa Rica | Norte | criado depois | 26.037 | 22.390 | 1,1 | 3.342 | nenhum | nenhum |
| Caarapó | Grande Dourados | 27.307 | 30.612 | 22.147 | 1,1 | 2.553 | nenhum | nenhum |
| Ivinhema | Leste | 23.616 | 27.821 | 21.221 | 1,0 | 2.005 | nenhum | Renato Câmara |
| Miranda | Pantanal | 24.122 | 25.536 | 20.090 | 1,0 | 782 | nenhum | nenhum |
| Bataguassu | Leste | 9.202 | 23.031 | 19.793 | 1,0 | 1.842 | nenhum | Pedro Caravina |
| Aparecida do Taboado | Bolsão | 14.027 | 27.674 | 19.580 | 1,0 | 2.189 | nenhum | nenhum |
* Amambai nos limites de 1980. Fátima do Sul (base de Londres Machado e de Manfredo Corrêa em 1979) tinha 33.318 habitantes em 1980, nos limites de então, e tem 20.609 no Censo de 2022.
Primeiro, o número de municípios do interior com deputado próprio é parecido nas duas datas (nove em 1979, oito em 2027), mas os que perderam a cadeira (Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Amambai) são justamente cidades que cresceram menos que o Estado ou perderam território, enquanto os que ganharam (Bataguassu, Ivinhema, Rio Brilhante) estão no eixo da Grande Dourados e do Leste. Segundo, há colégios grandes sem deputado próprio nas duas datas: Sidrolândia, Maracaju, Coxim, Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste e Costa Rica, todos do cinturão do agronegócio. O crescimento do Norte e do Bolsão (Chapadão do Sul cresceu 64,7% entre 2010 e 2022, Costa Rica 48,7% e São Gabriel 33,5%) ainda não se converteu em representação.
Por município: Ângelo Guerreiro obteve 71,6% dos seus votos em Três Lagoas, onde ficou com 47,8% dos votos nominais para deputado estadual; Hélio Peluffo, 68,5% em Ponta Porã (47,8% do município); Gianni Nogueira, 55,3% em Dourados; Paulo Duarte, 48,1% em Corumbá; Odilon Ribeiro, 38,8% em Aquidauana, onde teve 59,1% dos votos do município. Daverson Matos, apontado pela imprensa como deputado de Rio Brilhante, teve seu maior contingente em Campo Grande (38,5%). Os 12 eleitos com base na Capital somaram 375.356 votos e os 12 do interior, 413.498; mas só 42,6% dos votos dos deputados "da Capital" vieram de Campo Grande, e 14,1% dos votos dos deputados do interior também. A tabela completa está na seção "Geografia do voto dos eleitos".
Dos 18 constituintes, 11 têm naturalidade localizada: seis nascidos no atual MS (Cubel em Campo Grande, Londres em Rio Brilhante, Saldanha em Ponta Porã, Tebet em Três Lagoas, Valdomiro em Paranaíba e Zenóbio em Amambai), um em Cuiabá (Walter Carneiro) e quatro em outros Estados (Ary Rigo no RS, Gideão em SC, Onevan em MG, Sérgio Cruz em PE). Sete sem registro (Gaeta, Cerzósimo, Nacasato, Dutra, Orro, Rudel Trindade, Rasslan).
Nove dos 24 nasceram fora do Estado: Caravina (Presidente Prudente, SP), Guerreiro (Presidente Bernardes, SP), Gleice Jane (São Bernardo do Campo, SP), Salineiro (Tupã, SP), Lucas de Lima (Alto Alegre, SP), Kemp (Presidente Prudente, SP), Zé Teixeira (Guanambi, BA), Marcio Fernandes (Umuarama, PR) e Puccinelli (Viareggio, Itália). Cinco têm base na Capital e quatro no interior. Dos 15 nascidos em MS, quatro nasceram em Campo Grande e onze no interior, e quatro destes construíram a carreira na Capital (Zeca do PT, Gerson Claro, Rinaldo Modesto, Lídio Lopes).
Série. Entre os titulares com naturalidade conhecida, a parcela dos nascidos fora foi de 41% a 50% nas três primeiras legislaturas, subiu para 58% a 64% entre 1998 e 2014 e recuou para 37% a 44% desde 2018. A série intermediária é enviesada: a naturalidade só foi localizada para quem tem verbete ou perfil publicado, o que favorece nomes de maior projeção. A seção de naturalidade, abaixo, cobre todos os eleitos desde 1998 e corrige esse viés.
Contexto. No Censo de 2010, 25,9% dos residentes em MS não eram naturais do Estado (634.563 de 2.449.024). Entre adultos em idade de exercer mandato a proporção é maior, porque a migração se concentrou nas gerações que chegaram entre os anos 1950 e 1980. A predominância paulista entre os deputados de 2026 (seis dos nove) corresponde à fronteira de ocupação do oeste de São Paulo (Presidente Prudente, Tupã, Alto Alegre, Presidente Bernardes), que avançou sobre o sul de Mato Grosso pela Noroeste do Brasil e pela Sorocabana. Queiroz (2006) e Antonio (2022) registram que, depois de 1870, o sul de Mato Grosso recebeu paulistas, mineiros, paranaenses e gaúchos, e que a ferrovia Noroeste, concluída em 1914, ligou a região ao Sudeste e fez de Campo Grande o polo comercial no lugar de Corumbá. O precedente mais conhecido da tensão em torno da naturalidade é o do primeiro governador nomeado, Harry Amorim Costa, gaúcho de Cruz Alta, cuja indicação foi contestada no Senado por ele não ser mato-grossense (Bittar, 2017).
Votação por município no 1.º turno de 2026. Para cada eleito: parcela dos votos vinda de Campo Grande, município de maior votação, parcela que ele representa e peso do eleito nesse município, concentração nos cinco maiores municípios e índice de Herfindahl (HHI) da distribuição dos votos entre os 79 municípios.
| Eleito | Partido | Votos | % de Campo Grande | Município principal | % dos seus votos | % do município | % nos 5 maiores | HHI |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Zé Teixeira | PL | 54.080 | 4,0 | Dourados | 32,8 | 15,5 | 53,8 | 0,129 |
| Paulo Corrêa | PL | 44.541 | 18,5 | Campo Grande | 18,5 | 1,9 | 38,5 | 0,056 |
| Caravina | PSDB | 43.845 | 11,3 | Bataguassu | 21,9 | 76,1 | 47,7 | 0,076 |
| Zeca do PT | PT | 42.714 | 28,0 | Campo Grande | 28,0 | 2,7 | 41,1 | 0,090 |
| Coronel David | PL | 41.492 | 40,2 | Campo Grande | 40,2 | 3,8 | 57,7 | 0,175 |
| André Puccinelli | MDB | 40.602 | 65,5 | Campo Grande | 65,5 | 6,0 | 72,4 | 0,432 |
| Tiago Botelho | PT | 39.387 | 23,0 | Dourados | 25,0 | 8,6 | 60,9 | 0,125 |
| Ângelo Guerreiro | PSDB | 37.704 | 2,1 | Três Lagoas | 71,6 | 47,8 | 85,2 | 0,520 |
| Gianni Nogueira | PL | 36.108 | 9,9 | Dourados | 55,3 | 17,4 | 73,8 | 0,320 |
| Odilon Ribeiro | PL | 35.905 | 13,2 | Aquidauana | 38,8 | 59,1 | 74,9 | 0,195 |
| Gerson Claro | PP | 35.767 | 22,6 | Campo Grande | 22,6 | 1,8 | 52,1 | 0,084 |
| Londres Machado | PP | 33.581 | 10,5 | Fátima do Sul | 12,9 | 37,3 | 43,4 | 0,055 |
| Helio Peluffo | PP | 31.435 | 7,8 | Ponta Porã | 68,5 | 47,8 | 86,8 | 0,481 |
| Daverson Matos | PL | 30.604 | 38,5 | Campo Grande | 38,5 | 2,7 | 63,4 | 0,171 |
| Professora Gleice Jane | PT | 29.844 | 24,0 | Dourados | 30,2 | 7,9 | 63,9 | 0,156 |
| André Salineiro | PL | 28.437 | 84,1 | Campo Grande | 84,1 | 5,4 | 88,2 | 0,709 |
| Pedro Kemp | PT | 28.397 | 46,1 | Campo Grande | 46,1 | 3,0 | 59,9 | 0,222 |
| Lucas de Lima do Amor Sem Fim | PL | 26.204 | 57,0 | Campo Grande | 57,0 | 3,4 | 71,0 | 0,333 |
| Professor Rinaldo Modesto | União Brasil | 23.763 | 63,1 | Campo Grande | 63,1 | 3,4 | 71,5 | 0,402 |
| Marcio Fernandes | PL | 23.122 | 28,6 | Campo Grande | 28,6 | 1,5 | 49,3 | 0,101 |
| Renato Câmara | Republicanos | 20.976 | 12,3 | Dourados | 24,1 | 4,4 | 58,6 | 0,097 |
| Lidio Lopes | Avante | 20.801 | 36,4 | Campo Grande | 36,4 | 1,7 | 55,5 | 0,150 |
| Paulo Duarte | PSDB | 20.029 | 26,5 | Corumbá | 48,1 | 21,7 | 83,5 | 0,307 |
| Pedrossian Neto | Republicanos | 19.516 | 37,2 | Campo Grande | 37,2 | 1,6 | 56,9 | 0,157 |
Os de reduto têm HHI alto e um município dominante: Salineiro (0,71, Campo Grande), Guerreiro (0,52, Três Lagoas), Peluffo (0,48, Ponta Porã), Puccinelli (0,43, Campo Grande), Rinaldo Modesto (0,40), Lucas de Lima (0,33), Gianni Nogueira (0,32, Dourados), Paulo Duarte (0,31, Corumbá). Os de voto difuso têm HHI abaixo de 0,10 e nenhum município com mais de um quinto dos votos: Londres Machado (0,055), Paulo Corrêa (0,056), Caravina (0,076), Gerson Claro (0,084), Zeca do PT (0,090), Renato Câmara (0,097). Caravina é o caso misto: domina Bataguassu (76% do município), mas a cidade dá só 22% dos seus votos.
Doze eleitos têm carreira em Campo Grande, mas a cidade entrega só 42,6% dos votos desse grupo; Paulo Corrêa (18,5%), Gerson Claro (22,6%), Zeca do PT (28,0%) e Marcio Fernandes (28,6%) são deputados "da Capital" eleitos sobretudo pelo interior. No sentido inverso, Daverson Matos, tratado pela imprensa como deputado de Rio Brilhante, teve em Campo Grande seu maior contingente (38,5%), e Renato Câmara, de Ivinhema, teve mais votos em Dourados (24,1%) do que em Ivinhema. A base pela carreira e a base pelo voto não coincidem para um terço da bancada.
Tamanho do colégio medido pelos votos nominais para deputado estadual. Nos oito municípios em negrito, o candidato mais votado não se elegeu: são exatamente o Norte (Coxim, São Gabriel do Oeste, Costa Rica), o Bolsão (Paranaíba, Chapadão do Sul), o Cone Sul (Naviraí) e a Sul-Fronteira (Amambai), as regiões sem deputado com base local, mais Nova Andradina.
| Município | Votos nominais | Mais votado | % do município | Eleito? |
|---|---|---|---|---|
| Campo Grande | 440.211 | André Puccinelli (MDB) | 6,0 | sim |
| Dourados | 114.698 | Gianni Nogueira (PL) | 17,4 | sim |
| Três Lagoas | 56.478 | Ângelo Guerreiro (PSDB) | 47,8 | sim |
| Ponta Porã | 45.060 | Helio Peluffo (PP) | 47,8 | sim |
| Corumbá | 44.486 | Paulo Duarte (PSDB) | 21,7 | sim |
| Naviraí | 24.070 | Rhaiza Matos (MDB) | 25,0 | não |
| Aquidauana | 23.578 | Odilon Ribeiro (PL) | 59,1 | sim |
| Nova Andradina | 22.016 | Dione Hashioka (União) | 36,1 | não |
| Sidrolândia | 21.993 | Gerson Claro (PP) | 20,0 | sim |
| Maracaju | 20.380 | Paulo Corrêa (PL) | 10,0 | sim |
| Paranaíba | 19.826 | Sindoley Morais (PL) | 26,8 | não |
| Rio Brilhante | 17.102 | Daverson Matos (PL) | 19,2 | sim |
| Coxim | 16.958 | Junior Mochi (MDB) | 32,6 | não |
| Amambai | 16.852 | Janete Córdoba (PSDB) | 18,7 | não |
| São Gabriel do Oeste | 15.428 | Rogério Rohr (Avante) | 32,7 | não |
| Chapadão do Sul | 15.220 | Defensor Ernany (PL) | 48,9 | não |
| Caarapó | 14.458 | Zé Teixeira (PL) | 29,8 | sim |
| Costa Rica | 13.798 | Junior Mochi (MDB) | 11,9 | não |
| Ivinhema | 13.398 | Renato Câmara (Republicanos) | 17,1 | sim |
| Miranda | 13.076 | Odilon Ribeiro (PL) | 15,2 | sim |
Unidade da federação de nascimento declarada no registro de candidatura, para os 24 titulares eleitos em cada eleição. O registro público traz apenas a unidade da federação de nascimento. Nascidos em municípios do atual MS antes de 1977 aparecem como "MS" conforme a declaração do candidato.
| Eleição | Eleitos | UF conhecida | Nascidos em MS | Nascidos fora | % fora | UFs de origem (ordem de frequência) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1998 | 24 | 24 | 11 | 13 | 54,2 | SP MG BA PE RS |
| 2002 | 24 | 23 | 14 | 9 | 39,1 | SP BA MG RS |
| 2006 | 24 | 24 | 10 | 14 | 58,3 | SP RS CE MG PR |
| 2010 | 24 | 24 | 7 | 17 | 70,8 | SP PR RJ BA MG RS |
| 2014 | 24 | 24 | 7 | 17 | 70,8 | SP PR BA GO MG RJ RS |
| 2018 | 24 | 24 | 12 | 12 | 50,0 | SP PR BA GO MG RJ |
| 2022 | 24 | 24 | 14 | 10 | 41,7 | SP PR BA |
| 2026 | 24 | 24 | 15 | 9 | 37,5 | SP BA PR exterior |
A parcela de nascidos fora do Estado subiu de 54% em 1998 para o pico de 71% em 2010 e 2014 e caiu desde então: 50% em 2018, 42% em 2022 e 37,5% em 2026. A série do levantamento anterior, montada com biografias publicadas, subestimava 2010 e 2014 (63%) e superestimava 1998 (61%). São Paulo é a origem mais frequente em todas as eleições.
Confirmadas, na unidade da federação, as naturalidades que antes dependiam da imprensa: Caravina, Guerreiro, Gleice Jane, Salineiro e Lucas de Lima nascidos em São Paulo; Marcio Fernandes no Paraná; Tiago Botelho, Odilon Ribeiro, Gerson Claro, Peluffo, Daverson Matos, Paulo Duarte e Pedrossian Neto em Mato Grosso do Sul. Puccinelli consta como nascido no exterior, Zé Teixeira na Bahia e Pedro Kemp em São Paulo.
Votos nominais dos 24 titulares eleitos em cada eleição (18 em 1978), com a série de votação por município, que começa em 1994. A última coluna é a parcela dos votos nominais para deputado estadual que foi para os eleitos.
| Eleição | Eleitos | Votos dos eleitos | Média | Menos votado | Mais votado | % dos nominais | Fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1978 | 18 | 150.096 | 8.339 | 5.836 | 14.442 | – | Wikipédia (eleição de 1978), a conferir |
| 1994 | 24 | 322.903 | 13.454 | 6.026 | 23.703 | 47,0 | TSE |
| 1998 | 24 | 357.162 | 14.882 | 8.355 | 30.957 | 47,7 | TSE |
| 2002 | 24 | 474.910 | 19.788 | 6.821 | 36.283 | 49,4 | TSE |
| 2006 | 24 | 638.193 | 26.591 | 9.708 | 47.772 | 58,0 | TSE |
| 2010 | 24 | 709.176 | 29.549 | 18.244 | 56.287 | 59,4 | TSE |
| 2014 | 24 | 661.190 | 27.550 | 16.586 | 47.015 | 54,9 | TSE |
| 2018 | 24 | 628.123 | 26.172 | 11.010 | 78.390 | 53,2 | TSE |
| 2022 | 24 | 639.028 | 26.626 | 11.650 | 49.512 | 47,7 | TSE |
| 2026 | 24 | 788.854 | 32.869 | 19.516 | 54.080 | 58,9 | TSE |
A média de votos de um eleito foi de 8,3 mil em 1978 para 13,5 mil em 1994, 26,6 mil em 2006 e 32,9 mil em 2026. O menos votado dos eleitos tinha 5,8 mil votos em 1978 e 6,0 mil em 1994; em 2026 precisou de 19,5 mil. Esse é o fator aritmético que tirou do mapa as cidades pequenas com deputado próprio: um colégio como Naviraí (24 mil votos nominais em 2026) já não elege sozinho. Falta a votação nominal de 1982 a 1990, que depende dos boletins do TRE-MS.